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Qual a diferença entre SDN e NFV?

  • Categoria:

    Redes

    | Tempo para ler: 4 min

Descubra as principais características que diferenciam essas duas tendências e entenda como elas ainda podem ser aplicadas juntas na rede corporativa.

 

Qual a diferença entre SDN e NFV?

 

 

A virtualização de funções de rede (NFV) e as Redes definidas por Software (SDN) são duas tendências estreitamente relacionadas que, muitas vezes, podem existir juntas, mas não são interligadas, o que acaba gerando confusão no setor de rede. Entretanto, ainda que ambas representem um movimento para a virtualização e automação da rede, possuem objetivos diferentes.

SDN (Software-defined Networking) é uma arquitetura de rede emergente que possibilita a existência de um sistema de controle que permite ao software desenvolvido monitorar, definir e alterar a comunicação da rede por meio de interfaces bem definidas.

A SDN pode ser considerada uma série de elementos da rede, como switches, roteadores e firewalls, implantados de forma automatizada. Seu objetivo é desagregar o plano de controle daquele que encaminha o tráfego de rede, criando uma rede gerenciada centralmente e programável.

Normalmente, ela é utilizada em Data Centers de empresas que exigem uma rede que possa se adaptar mais facilmente às necessidades dos negócios e foi projetada para oferecer aos usuários uma forma de gerenciar serviços de rede por meio de software, o que permite uma configuração mais rápida.

Em contrapartida, NFV (Network Functions Virtualization) é a virtualização de funções de rede que possibilita a substituição de dispositivos hardware dedicados e caros por outros baseados em software e executados em Máquinas Virtuais (VM).

A NFV move serviços como o balanceamento de carga, firewalls e sistemas de prevenção de intrusos para um ambiente virtualizado. Seu objetivo principal é virtualizar serviços de rede e abstraí-los do hardware dedicado. Ao realizar esse processo, ela pode oferecer aos usuários um serviço mais dinâmico, com a capacidade de ser utilizados como demanda.

Resumidamente, as principais diferenças entre as duas são:

 

1 Conceito:

- SDN: separa o controle e os dados, além de centralizar a programação da rede.

- NFV: transfere funções de rede de dispositivos dedicados para servidores genéricos.

2 Áreas de atuação:

- SDN: opera em campus, Data Center e em Cloud Computing.

- NFV: visa a rede de provedores de serviços.

3 Aplicação inicial:

- SDN: orquestração em nuvem e rede.

- NFV: roteadores, firewalls, gateways, aceleradores, etc.

4 Protocolos:

- SDN: openFlow.

- NFV: nenhum.

Como as empresas estão sempre em busca de tecnologias que consigam simplificar as funções de rede, com custos reduzidos, maior escalabilidade e agilidade, as duas abordagens podem ser adotadas. Ainda que ofereçam formas diferentes de projetar, implementar e gerenciar a rede e os serviços, ambas possuem a capacidade de melhorar significativamente a performance da rede.

Elas podem trabalhar juntas?


A virtualização das funções de rede além de diminuir a dependência do hardware, melhora a escalabilidade e personaliza toda a rede, tornando seus upgrades mais fáceis.

Em muitos casos, a SDN é vinculada à virtualização do servidor e isso pode envolver a NFV, mas não necessariamente, pois esta faz parte do movimento mais amplo de aplicativos e serviços para a virtualização.

Outras funções, como o cache, podem ser facilmente migradas para um ambiente virtualizado, mas isso não significa uma redução significativa nos custos operacionais até que uma inteligência seja introduzida. Isso ocorre porque o movimento direto do físico para o virtual gera pouco impacto além da redução inicial no consumo de energia e rack. As implementações de rede NFV herdam muitas dessas restrições tradicionais, como possuir políticas estáticas. Por isso, é necessária a introdução de tecnologias dinâmicas como a SDN.

Assim, com recursos SDN dirigindo uma rede com NFV, é possível identificar diversas melhorias. A sobreposição virtual criada pela SDN ajuda a fornecer e gerenciar as funções da rede virtual, além de gerenciar as cargas de tráfego de forma mais eficiente.

É preciso entender que é possível trabalhar com a virtualização de funções da rede sem a inclusão de uma rede definida por software, porém, quando implementadas juntas, os benefícios são muito maiores.

 

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