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Como funciona e é aplicado o Serverless?

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Entenda alguns modelos e tecnologias envolvidas na adoção da computação sem servidor nos negócios.


A computação serverless, ou sem servidor, consiste em plataforma que permite aos usuários desenvolver, rodar e gerenciar aplicativos sem ter a preocupação de construir, provisionar e manter a infraestrutura necessária para o projeto.

Para que essa solução de computação seja eficiente, seu desenvolvimento se baseia em dois modelos:

- BaaS (BackEnd as a Service): atua como uma plataforma de gerenciamento de autenticação e conectores para outros serviços em nuvem a partir de APIs.

- FaaS (Function as a Service): desenvolvedores de software criam e armazenam na nuvem uma "função" individual, comando, tarefa ou lógica de negócios codificado na linguagem de programação de sua escolha.

É necessário destacar que no modelo FaaS, as funções individuais programadas são acionadas por meio de gatilhos, um clique no aplicativo ou em uma WebPage, ou ainda por meio de um evento agendado. Elas são executadas em milissegundos individualmente e, após sua execução, ficam paradas aguardando que o próximo gatilho seja acionado.

Mas compreender todos os conceitos de computação sem servidor exige entender seus processos de funcionamento prático e de que maneira ele pode ser melhor aplicado.


O desenvolvimento e funcionamento do serverless

Na computação com servidor, aplicativos eram escritos em blocos, chamados de monólitos, que apresentavam muitas dificuldades para realizar o deploy e eram lentos para testar. Buscando melhorar esses blocos, surgiram os containers, como o Docker, por exemplo, que permitiram aos desenvolvedores facilitar a divisão dos blocos, chamados de microservices.

O serverless, buscando superar os desafios dos modelos anteriores, evoluem esses blocos e contêineres para funções, ou functions, estabelecendo um novo padrão de arquitetura e de desenvolvimento de sistemas e aplicativos.

Por meio dele o programador pode recorrer à sua linguagem de programação favorita (Node.js, Python, Java) no momento de escrever o aplicativo, tomando como base uma abordagem de arquitetura orientada a objetos (SOA) e fazendo uso de um volume mínimo de conectores de infraestrutura.

Ainda que o nome serverless sugira o oposto, essa computação possui alguns servidores para que as necessidades do aplicativo sejam atendidas, mas mantém todo o provisionamento de núcleos, memória para execução e armazenamento, sistemas operacionais, linguagens de programação e demais elementos sob o gerenciamento de provedores na nuvem pública, de forma que o programador não pode acessar a administração da instância.


As vantagens do serverless

Ao contrário dos modelos de computação anterior, a computação sem servidor apresenta grandes vantagens associadas a custos e escalabilidade:

Custo: a cobrança é feita baseada em tempo gasto durante a execução da função, normalmente calculado com base no tempo gasto (mSeg). Quando a função não é ativada, não ocorrem cobranças. Esse processo reduz significativamente os custos de infraestrutura que os servidores convencionais costumam ter.

Escalabilidade: Diferente de um PaaS, a aplicação serverless é executada individualmente, de forma que a escalabilidade é gerenciada pelo provedor de FaaS de acordo com a quantidade de funções executadas simultaneamente, dispensando a necessidade de configurar e ajustar os critérios de escalabilidade.


Quais são as aplicações da computação sem servidor?

O modelo serverless pode ser utilizado para automação de rotinas em Aplicativos Webs e mobiles, favorecendo o gerenciamento do fluxo de informação de dispositivos IoT, redução de custos em infraestrutura, uma vez que só haverá cobrança no momento em que a função for executada, e escalabilidade contínua, pois o sistema se adequa a demanda de execuções.

No momento, existem alguns provedores de nuvem que suportam a arquitetura Serverless e entregam alguns serviços prontos para ajudar o desenvolvimento de aplicativos nesse conceito, entre eles a Microsoft Azure (com o Azure Functions).

Atualmente este modelo já é aplicado no Brasil pela Prodata, responsável pela emissão e gestão do bilhete único na cidade de São Paulo, que utiliza Azure Functions e Azure IoT Hub, entre outros elementos, para melhorar a gestão de recarga nos cartões e dispositivos dentro dos ônibus da cidade. Efetuando o monitoramento através de uma dashboard do PowerBI.

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