<img height="1" width="1" style="display:none" src="https://www.facebook.com/tr?id=1159528794088341&amp;ev=PageView&amp;noscript=1">

CANAL WESTCON
Toda informação da tecnologia está aqui.

Auditoria interna e compliance: quais são as diferenças?

As duas ferramentas são complementares na gestão empresarial e ajudam a coibir práticas de corrupção, irregularidades e fraudes nos negócios.

 

Auditoria interna e compliance: quais são as diferenças?

 

 

Gerenciar uma empresa é uma empreitada com desafios diários, que vão desde a administração do caixa da empresa até a criação de normas que estabeleçam regras de funcionamento, o que faz parte do controle interno chamado compliance.


Antes visto como um diferencial, a técnica agora é imprescindível para as empresas e junto à auditoria interna estabelece o ciclo que aumenta a segurança das operações no negócio. No entanto, as duas são importantes na mesma proporção em que são diferentes.


Apesar de exercerem papel bastante distinto nas empresas, ainda é comum que haja confusão entre os dois conceitos. Entender a diferença entre eles é o primeiro passo para usar os recursos gerenciais com o máximo de precisão para colher melhores resultados no empreendimento.


Os benefícios das ferramentas vão além de melhorar o ambiente empresarial, entregando mais segurança virtual também para os consumidores.


Somente em 2017, 62 milhões de brasileiros foram vítimas do cibercrime. O resultado das ações criminosas nas redes causou um prejuízo de R$ 22 bilhões. Entre os vários golpes aplicados estão as fraudes em cartões de crédito e os ataques por meio de vírus que expõem dados pessoais aos hackers, como senhas bancárias.


As vantagens do compliance são tantas que agora os governos de alguns estados, como o Rio de Janeiro, exigem que as empresas contratadas para prestar serviço ou comercializar produtos tenham um programa de integridade instituído. O objetivo da exigência é justamente limar práticas fraudulentas, desvios de condutas e irregularidades, ou seja, tornar os processos mais transparentes e promover maior segurança. Entre os fornecedores estão incluídos, claro, prestadores de serviços em TI.

 

 

Baixar agora

 


Muitas falhas operacionais acontecem dentro da empresa quando não há procedimentos a seguir. Sem as ferramentas necessárias para a detecção de fraude e de outros vícios de operação, os resultados institucionais são impactados negativamente.


Uma vez que a tarefa de estabelecer quais funções o controle interno terá, entra outra forma de fiscalização, a auditoria interna. Complementarmente ao compliance, ela visa periodicamente avaliar os resultados do negócio, apontando possíveis melhorias a serem implementadas, e também cumprir o papel de fiscalizador das operações para a detecção de fraudes, irregularidades e gargalos.


Em suma, enquanto uma estabelece as políticas, informa toda a rede de interessados sobre o funcionamento do negócio, com treinamentos e ações para conscientizar cada elo envolvido, de funcionários ao mercado como um todo, a outra vem para checar se o que foi implantado está funcionando na prática.


Mercado em ascensão

O momento vivido pela sociedade costuma gerar reflexos na indústria de maneira bastante ampla. Às vezes, o ambiente regulatório pode tanto acelerar quanto matar um setor, assim como o modus operandi de determinado segmento pode ser completamente transformado.

 

Por exemplo, o cenário político brasileiro exerceu bastante influência no crescimento da oferta e procura de serviços como o compliance e a auditoria interna. Os vários casos de corrupção investigados por operações como a Lava Jato tiraram da inércia empresas que até então não tinham as duas competências como um processo contínuo, é o que diz os especialistas.


Apesar dessa mudança de cenário, é importante ressaltar que o Brasil promulgou muito recentemente uma legislação anticorrupção. Em contrapartida, o Estados Unidos já possui a lei há cerca de 30 anos.


Com esse cenário, várias empresas de consultoria estão ofertando o serviço, que pode custar entre R$ 50 mil e R$ 3 milhões – valores geralmente praticados para empresas de grande porte, mas as pequenas e médias já encontram soluções mais acessíveis e não ficam completamente fora do mercado.


Diversos especialistas da área recomendam, no entanto, que é fundamental que o processo seja instituído com a adesão de todos os funcionários, inclusive da alta cúpula, que se divergir sobre a implementação do processo e seus objetivos, pode criar uma resistência cultural na empresa.

 

Posts relacionados

6 principais dúvidas sobre a Lei Geral de Proteção de Dados esclarecidas

A LGPD exige muitas adaptações nos processos corporativos, por isso é importante conhecer a fundo como essa norma irá funcionar.

Auditoria de segurança de rede: o que é e como fazer?

Entenda a importância desse processo para o dia a dia das corporações e aprenda a executá-la corretamente.

A LGPD irá impactar o uso de Cloud Computing pelas empresas?

Confira se a nova lei de proteção de dados irá influenciar a forma como as organizações utilizam a Nuvem e veja quais medidas são necessárias para ficar em conformidade.

Escreva seu comentário