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5 razões para as inovações orientadas por dados falharem

Saiba quais os principais equívocos que uma empresa pode cometer ao apostar em inovação no mercado de produtos.

 

Inovações são essenciais para se manter no mercado. Só que, na prática, nem todas conseguem atingir seu objetivo. Na realidade, de acordo com levantamentos recentes, a extensa maioria das inovações voltadas para o consumidor falham de alguma forma.
As causas para que inovações orientadas por dados falhem podem ser desde um mau ajuste em seu lançamento no mercado de produtos até a mais pura incapacidade de fazer com que produtos e serviços evoluam para atender tanto à mudança de tecnologia quanto a uma demanda crescente de mercado.

Casos práticos

Um bom exemplo envolvendo a questão de inovações orientadas por dados é o que aconteceu com o Yahoo!. Durante a década de 90, ele era líder no mercado graças ao seu sistema era baseado em diretórios, no qual a navegação era relativamente simples em um universo de poucas informações.
Quando a WWW começou a crescer, no entanto, o jogo mudou, com os usuários de internet buscando lugares com amplitude maior de informações.
É bom lembrar que o Google capitalizou a busca por informações com seu algoritmo PageRank. O que aconteceu? O Google agora é uma empresa de US$ 800 bilhões aproximadamente enquanto o Yahoo! foi vendido para a Verizon em 2016 por um preço bem abaixo da valorização que a empresa tinha há alguns anos atrás.
Ou seja, a captura e a exploração de dados estiveram por trás do surgimento dos gigantes tecnológicos da década anterior e essa é a tendência. Quanto mais dados gerados pelas atividades online, mais empresas e startups vão surgindo para explorar esse mercado de produtos.
Mas a esmagadora maioria não consegue o sucesso almejado. E por quê?
A seguir, enumeramos 5 dos principais erros em se tratando de inovações orientadas por dados.

Produto pouco adequado ao mercado

Ok, essa é uma constatação um tanto quanto óbvia, mas não deixa de ser significativo que boa parte das empresas ainda desenvolve e lança serviços digitais que não resolvem de fato o problema do cliente, nem ajudam em sua necessidade real. Em suma: você tem que dar o que o mercado de produtos realmente quer.
Na prática, quem descobriu isso foi o Google, ao lançar a sua rede social (o Google Plus), em 2011, tendo que encerrar as suas atividades em 2018. Mesmo tendo acesso aos hábitos online de bilhões de usuários e gastar bastante no desenvolvimento do serviço, a empresa não conseguiu vingar a sua rede social num mundo onde temos o Facebook, o Twitter, o Instagram...

Confiança demasiada em dados de terceiros

Atualmente, é facílimo armazenar, replicar e compartilhar dados. Isso faz com que seja muito tentador criar serviços e mais serviços a partir deles, as inovações orientadas por dados. Só que tanta facilidade também cria pontos fracos com os quais muitas empresas não estão sabendo lidar.
Para se ter uma ideia, órgãos públicos do mundo todo, como o Data.gov nos EUA e o Data.gov.uk no Reino Unido, são espaços com dados e informações únicas e bastante extensas que podem ser usadas para fins comerciais. Porém, são poucas as empresas que estão usando essa fonte rica de conhecimento.
E é aí que mora o perigo para as organizações como um todo, pois, como qualquer um pode fazer isso, a concorrência pode se beneficiar antes. A melhor manobra para evitar que isso aconteça é agregar valor aos dados, construindo relacionamentos fortes com os clientes e tornando difícil para a concorrência fazer o mesmo.

Fazer um produto em detrimento de todo um ecossistema

Seja plataforma ou ecossistema, tanto faz. Pois o importante é fazer com que oferta e usuários fiquem agregados em um único ambiente, coisa que muitas empresa não proporcionam.
E, esse desenvolvimento se faz geralmente a partir de parcerias para que se crie valor suficiente ao produto que está sendo oferecido.
Ou seja, para ser bem-sucedida nessa questão de inovações orientadas por dados, as empresas precisarão mais do que produzir bons produtos. Terão que fazer muitas parcerias para gerar fluxos de dados suficientes, os quais incentivarão a inovação do que está sendo oferecido.

Tratar dados como se fossem ativo físico

Claro que muitos sabem que os dados não são um ativo que fica na mesma classe que edifícios ou equipamentos, por exemplo, mas diversos executivos ainda não entendem bem as suas características econômicas e como o mercado reage a eles.
Há coisas a serem levadas em consideração aqui. Os custos fixos de dados podem ser bem altos a depender de como eles foram produzidos ou adquiridos. Ao mesmo tempo, pode ter custos próximos do nulo quando o assunto é replicação e distribuição.
Ao contrário dos ativos físicos, também podemos dizer que os dados podem gerar valor para o vendedor, especialmente no mercado de produtos. Google e Facebook, por exemplo, cresceram, entre outros fatores, graças a isso.

Não aproveitar devidamente os efeitos de rede

Já ouviu falar da lei de Metcalfe? Ela diz que o valor de uma rede é proporcional ao quadrado de número de seus usuários. Ou seja, é o número de conexões possíveis que podem ser feitas pelos usuários da rede que me dirão o quanto ela vale.
Essas informações podem atrapalhar a entrada de novos participantes no mercado de produtos, mas gera oportunidade de encontrar novos e interessantes nichos, criando uma base de clientes a partir disso.

Não se limite

As inovações orientadas por dados são importantes no mercado atual, mas o importante é ter foco e não fazer de qualquer jeito.
O grande negócio é saber usar essas informações para gerar valor para os seus produtos e para a sua marca, podendo interagir melhor com os seus clientes. Assim, esse monte de informação será usado com os objetivos certos.
 

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